Na faculdade de administração somos apresentados ao vídeo do guru Michael Porter. Nesse vídeo que todo estudante mediano de administração deve conhecer, ele fala da relação entre o foco de uma marca na diferenciação do produto e o foco de uma marca no custo do produto.
O Wal-Marte é exemplo da segunda opção: Foco em Custo.
É por isso que você mesmo é icentivado a embalar suas compras. É por isso que você não acha vendedores para lhe fornecer informações sobre os produtos. É por isso que você quando compra no Wal-Mart sujeita-se a ser a ponta de mão-de-obra na loja. Isso mesmo: A mágica é fazer até o próprio consumidor trabalhar para a organização.
Francamente eu nunca gostei do ambiente dessa loja. Tenho a sensação de ser atendido por rôbos. São pessoas amedrontadas e pressionadas a produzir.
Por estudar administração e lecionar empreendedorismo, sou um capitalista por definição. Acredito no capitalismo, não na exploração capitalista. Os dois temas possuem uma imensa distinção que só um oportunista não consegue enxergar.
O que eu não imaginava era que o ódio ao Wal-Mart, chegasse ao ponto de fazer com que as pessoas se engajassem ao ponto de elaborar um vídeo como esse:
Além disso existe um site chamado WalmartMovie, que é uma espécie de dossiê digital contra a loja.
Nessa página do YouTube temos uma série de vídeos dedicados ao Wal-Mart.
A pergunta que não cala
No dia em que saí dos correios meus amigos me advertiram severamente. Falaram da fome que iria passar longe do correio. Alguns disseram que iria implorar para voltar. Minha mãe outro dia lembrou dos tempos aúreos. Das vantagens que vinham nessa época de natal. Enfim, não vejo que a exploração seja provocada por uma empresa ou outra. As pessoas realmente participam do processo e o aceitam.
É verdade que existe uma carga ideológica imensa. É difícil ser ousado e sair de um contexto de exploração. É necessário ir contra a família, abandonar amigos e por aí vai. No meu caso tive até que me divorciar para fazer o que gosto, que é trabalhar com internet. Enfim, tudo tem um preço, até fugir da exploração tem.
Então não devemos ver as grandes corporações como vilãs. Temos a mania de colocar a culpa nelas por todas as desgraças do mundo: Ora é o governo americano, ora é a Microsoft, Wal-Mart, Globo. Mas enfim:
Essas mega-corporações são fruto de um desejo coletivo ou as pessoas são forçadas a participar de suas atividades?





Essa de colocar os consumidores trabalhando para a organização, os bancos descobriram lá no final da década de 80. Agora somos nós que fazemos a digitação das contas que pagamos, dos depósitos e dos saques: Caixa eletrônico, Internet banking, etc, etc, etc…
Deram o nome de Automação…
abraço
Texto interessante e que nos leva a refletir. Trabalho no WM e sei que lá, temos o ambiente de loja e o ambiente de escritório, e são ambientes distintos mesmo.
Porém, as pessoas que trabalham nos escritórios, são mais esclarecidos, possuem melhor formação que as pessoas de loja. Não estou aqui desmerecendo o trabalhador da loja, estou citando uma realidade.
Por conta disso, nós do escritório conseguimos utilizar as ferramentas da empresa que protegem o funcionário (e consumidores também), enquanto os de loja, por algum motivo, não fazem uso.
Agora, uma questão: você fez esta pergunta (o que faz a empresa ser tão odiada?) à empresa? Digo isso porque é comum do ser humano dizer que “José faz (ou fez) algo que me desagradou”, mas pra outro, não para o José, que é realmente quem poderá resolver a questão.
Mas é isso!
Detalhe: não estou defendendo
Oi Givaldo.
Essa é a vantagem de um blog.
Considero importante ouvir quem vive no ambiente dessa empresa e você trouxe informações importantes.
Você fez uma abordagem em cima da estrutura. É verdade que se há exploração, ela ocorre dentro de um contexto. É aquela história que só há exploração enquanto ouver o que se deixa explorar.
A Igreja Católica, Hitlher e Bush só fizeram o que fizeram porque tiveram o apoio de uma “manada” de gente.
Eu concordo que os “operadores” da loja deveriam questionar mas é como digo à Gislene: Essas pessoas aceitam esse serviço por um breve tempo enquanto procuram outro melhor, e também aceitam porque não conseguem nada melhor; É uma sujeição fingida, mas é sujeição.
Vamos deixar claro que não o Wal-mart só adota o mesmo modelo – foco em custos – que uma série enorme de empresas adota. De fato, temos que combater o mal pela raiz. Se houvesse uma educação melhor e os órgãos de fiscalização atuassem de verdade essa exploração não ocorreria em nosso país.