
O racismo é de dentro para fora gente…
Vocês ainda não entenderam: O racismo e as diferenças sociais, por consequência, começam quando as pessoas consideram superiores àqueles que são iguais…
Nunca aceite esmola… nunca aceite ser “ajudado” pelo governo… os portugueses ajudaram os índios… os europeus civilizaram a África… os americanos estão levando a democracia ao Iraque… você acredita nisso?
É por isso que sou contra as Cotas nas universidades públicas!



Vixi… essa discussão dá pano pra manga!Realmente o racismo é dentro pra fora, mas será que este compadre aída foto sabe pelo omenos o que é, o que foi a suástica (cruz gamada nazista)?
Talvez nem saiba coitado,por exemplo, aqui na UFES, já ví uns garotos usando camiseta do “Che”, e não sabiam quem era, acreditavam que se tratasse de algum cantor da jamaica…hiihih tem leigo pra tudo.
Bom…acho que o brasileiro não deve aceitar esmola mesmo, mas , já tive oportunidade de entrevistar algumas pessoas que recebem essas bolsas do governo… e me pergunto: o que seria deles sem aquelas migalhas? ao mesmo tempo, por que falta oportunidade de dignidade? sinceramente ainda não tenho uma posição certa a respeito disso, é complicado pra caramba…
T+!
agente pode discutir isso melhor, vamos ver como anda nossa dialética…hêhê
sobre o “Che”… assim como outros mitos… endeusamos e fanatizamos… criamos um personagem…e seguimos como se fosse deuses… já ouvi muitas versões sobre ele boas e ruins… enfim… aí vem os oportunistas e convencem o cara a dar a vida por um ideal…
sobre as bolsas do governo… olha… até que começou bem. O Cristovão… começou com o bolsa família… lá no Distrito Federal… só que o projeto não tinha essa perspectiva clientelista que ganhou nos dias atuais…
enfim… já ouvi falar que no Canada… a população recebe uma determinada quantia mensal… como dividendo dos ganhos na produtividade do país… isso é algo muito bom… e deveria existir em todos os lugares…
a questão não está centrada na distribuição financeira… mas qual é o objetivo que há por trás dessa iniciativa… no caso de países desenvolvidos… a população possui um comportamento em relação à esse dispositivo bem diferente dos demais… nesses países essa divisão gera riqueza… no nosso aprofunda as diferenças…
Com certeza, existe sérios conflitos sociais, no que se refere a tais políticas, não sei se são ” políticas afirmativas ou negativas”, mas costumo não olhar na minha ótica, costumo analisar o cenário, “o outro”, e perceber que quem está na paisagem nunca se enxerga nesta paisagem, daí a importância do “outro” dizer o que vê, o que enxerga, eu particularmente, vejo um país f!!!!!, com maioria da população que não tem capacidade de enxergar o cenário sujo que estamos inseridos, daí agente ir lá e convencê-los a não aceitar tais bolsas, temos que dar nosso “sangue”, não basta apenas levantar uma bandeira de luta contra o governo,precisamos dar ao povo poder de libertação e emancipação como prega Giroux e Paulo Freire, devemos deixar um pouco de lado o pessimismo e o imobilismo…é isso aí …ação social politizadaé o que falta TAMBÉM no Brasil…só que …quem tem coragem de dar o sangue em causa que não nos atinge diretamente? dificil nê? Jesus Cristo, Che…já era!
Abraços******* (:
Talvez as cotas não sejam mesmo o melhor caminho, mas digamos que sejam o caminho possível nesse momento.
O vestibulando oriundo de escolas públicas está fora das universidades federais/estaduais, isso é fato. Como vai pagar uma faculdade particular se não tinha nem dinheiro pra pagar um colégio decente.
Felizmente alguém surgiu com a idéia das cotas e, por mais que não seja o maio ideal, pelo menos abre uma luz no fim do tunel.
Pois é ..outra coisa… dar condições e bases para que o sujeito chegue ao ensino superior é OBRIGAÇÃO BÁSICA DO GOVERNO… mas o que fazer com jovens oriundos de escolas públicas que não tem como pagar cursinhos por 2 anos? Cotas para atender a emergência pode ser uma boa alternativa desde que não esqueça de dar qualidade desde a base da educação para que no futuro a oportunidade de fazer universidade pública, gratuita e de qualidade seja um direito de todos!
Não vou destacar aqui, a questão de cotas raciais, até pq neste País, a pobreza(na maioria) tem cor!
abraços.
não vejo dessa forma… eu sempre estudei em escola pública… e convivo não somente com uma elite financeira… meus colegas até os mais ricos fazem parte de outra elite… daquela que larga tudo para se apegar aos estudos… acho que essa elite não pode acabar dentro da universidade…
o governo pode colaborar muito ampliando a resolução do problema na raiz da questão que são os bairros pobres… as escolas primárias… e também desenvolvendo novas opções de vida para aquela população…
na universidade deve ampliar as vagas e ampliar as bolsas de estudos… mas o vestibular em contrapartida deveria ser ainda mais difícil… exigindo maior criticidade de quem entra… funilando um perfil de pessoas que realmente tem capacidade de pensar em outra sociedade… isso sim promoveria grande revolução social…
se o país desejar ser líder em qualquer mercado deve exigir muito mais do que exige atualmente… e não afrouxar como tem ocorrido… o que provavelmente ocorreria com cotas seria um repasse de recursos do governo para pagar bolsas em escolas particulas… enriquecendo mais ainda os “empreendedores do ensino” e colaborando com a venda de diplomas…
o setor público de educação aos poucos se tornará um SUS… e veremos pasmados… os ricos trocando nossas universidades pelos novos centros de referência pagos… onde só os ricos serão aceitos… é assim nos países desenvolvidos…
sem querer, quem defende cotas, está trabalhando em prol dos grupos financeiros que desejam abocanhar o curso superior no brasil…
PARA TUDO!!!!PERÁI…vestibular mais difícil, não entendí,FUNILAMENTO? No meu ver vestibular já é dificil, existe o funilamento de seleção, o qual não concordo que passa os melhores em “termos de fazer revolução de mudanças”, até pq os cursinhos preparatórios fazem lavagem cerebral “decoreba” pra que o sujeito faça a prova, e muitos depois que entram na Faculdade se fecham em seus cursos e não sabem o que acontece no restante do mundo ou simplificando(não sabem o que se passa na sua universidade), se fecham às suas especializações e finish…e de que adianta funil? não adianta NADA..
Também estudei em escola pública, se 38 alunos da minha turma eu sou a única que faz Universidade pública, o restante está em escolas particulares..pois eles não tiveram a mesma oportunidade que eu, não tem vaga pra todos isso é real.
Agora te pergunto meu amigo: COMO SABER
SE OS SUJEITOS(CANDIDATOS) TERÁ PERFIL DE PESSOAS QUE TERÁ CAPACIDADE DE PENSAR EM OUTRA SOCIEDADE?
Não tem como… esperar pelos profissionais psicologia da personalidade?
Concordo em algumas falas acima, respeito muito seu ponto de vista,mas não poderia jamais de questionar esses pontos acima!
até mais meu amigo querido,
bjus
a dificuldade que me refiro, não está relacionada ao decoreba… mas ao nível de criticidade… quando fiz o vestibular ocorreu isso; perguntaram sobre as formas de resistência… as guerras que os escravos fizeram em várias partes do Brasil.. antes da abolição… algo que é pouco comentado nas salas de aula… eu dei show porque estava lendo muito… falei de várias revoltas que ocorreram na Bahia… aqui na serra a revolta de queimados… enfim… isso é um afunilamento… demonstra que o candidato conseguiu sair do decoreba… é isso que falta ao vestibular… mas aos poucos vejo que os doutores estão entrando nessa perspectiva… eu mesmo em qualquer palestra que tiver oportunidade de fazer… vou trabalhar nesse sentido… acredito muito nesse tipo de revolução…
rssss… mas enfim se você discorda também, o caminho apontado por você pode ser melhor, do que o meu porque não?? o importante é não desistir da luta e dos questionamentos…
abraços…
é…poder de conquistar por meio das palavras,diálogo…criticidade….hêhê
sou fã de Paulo Freire, então concordo que esta revolução(que vc refere neste comentário acima) não é utopia…hihi
CRITICIDADE + AÇÃO = REVOLUÇÃO!
Cotas para alunos negros, vagão das mulheres no metrô, lei que obriga as rádios a tocar um cota de músicas nacionais, etc… são instrumentos artificiais que embotam cada vez mais nossa capacidade de decisão.
Só existem duas formas de se conceber a política na sociedade: ou você delega o máximo de autonomia decisória aos indivíduos ou priva-os de toda.
No primeiro caso estamos falando de uma democracia liberal. Um de seus princípios é o de que cabe aos indivíduos tomar decisões éticas assim como econômicas em nome de seu próprio destino, desde que não interfiram diretamente na autonomia alheia.
No segundo caso falamos de autoritarismo (comunismo, socialismo, e demais ditaduras da “maioria”). Um de seus princípios é o de que devemos delegar a terceiros a autonomia, que nos cabe por natureza, nas escolhas economicas, morais, estéticas, sexuais, familiares e assim por diante.
Quem se detiver um minuto para avaliar friamente os modelos acima, observará, que no segundo, privamos o homem de todas as suas responsabilidades, inclusive. Este é ao meu ver o maior mal de toda a modernidade.
Quando não nos responsabilizamos por nossos atos procurando suporte em disputas político-sociais e em confrontos de interesses de grupos, aniquilamos nossa individualidade e toda possibilidade de criação. As modernas democracias vem promovendo este simulacro de moralidade de Estado. Nietzsche já afirmou com muita propriedade, que “o Estado é o mais frio dos monstros”.
Quanto sobre o pretexto de estar solucionando desequilíbrios sociais promovemos a segregação através de normas ou mesmo leis que impõem desigualdade onde há apenas cidadãos, promovemos o ódio interracial e intersocial. Esta é fundamentalmente a intenção deste monstro que chamamos de estado assistencialista. Desunir para governar.
Todos neste país parecem estar mordidos pelo mal da corrupção. Só parecem válidas as conquistas que se dão por conta de alguma vantagem. Nenhuma vitória conquistada pela justa batalha de dedicação e esforços é reconhecida ou desejada. Só o caminho do autoritarismo, o caminho do arbítrio é válido para um povo acostumado a servidão. Não há uma consciência de livre iniciativa, apenas de mando ou desmando.
Pena que algumas minorias queiram atingir a dignidade pelos indignos caminhos da diferença. É verdadeiramente na INDIFERENÇA que morram estas “grandes” batalhas por “direitos” de classe. Triste que na busca covarde da afirmação de matilha, os indivíduos amesquinhados procurem esconder-se em disputas grupais por mais e mais segregação de classes.
Está mentalidade é perfeita para os políticos ludibriadores.
“Sou brasileiro e não desisto nunca”
O que jas por baixo desta bela frase esta longe de ser algo edificante. O caráter do brasileiro é cada vez mais a imagem e semelhança de seus governantes. Desistir do que? Se a luta diária de cada um é pela vantagem sobre o outro e sobre os outros. A Lei de Gerson geneticamente incrustada na educação de cada cidadão promove a psicologia do pilantra. Este brasileiro que nunca desiste mesmo de ser, ao menos uma vez na vida, sujeito e não objeto de alguma falcatrua financeira que lhe dê o ganho resultado de alguma obra superfaturada, de um desvio de verba, de um cargo público sem responsabilidades, de um processo por danos “morais”, etc…
Quero prestar meu mais sincera homenagem ao rapaz negro que teve a coragem de se afirmar acima como indivíduo, como cidadão, como responsável pelo seu futuro e como um ser humano capaz e disposto a lutar pela igualdade racial.
Infelizmente, não serão poucos os obstáculos encontrados por ele em um país tomado pela lei das matilhas. Temos aqui grupos bem organizados de cúmplices chamados de associações. Eles se intitulam minorias, mais são na verdade a imagem fotocopiada de cada um dos grupos rivais. Uma imensa multidão de covardes amesquinhados uns sobre os outros tramando inclusive a desgraça de seus próprios companheiros de classe. Buscam apenas vantagens, e não justiça social.
O problema do racismo é uma coisa, a falta de informação e cultura é outra, esse rapaz se fosse bem informado e coerente jamais estaria usando uma camisa com um símbolo como esse ‘ a cruz gamada do nazismo’ que era uma filosofia por demais racista e desumana, a vida porém é maior que muitos valores. Ela tem valor ainda maior quando temos autoestima, eu sou negro, mas acho que é preciso de referentes ideológicos para os negros que ultrapasse o limite da lamentação e tenha mais ação , que não se exponha a ridicularidade, precisamos de mais homens de pensamento do que de jogadores de futebol,pagodeiros ou cantores de rap.
Não podemos ficar nos limites das periferias pensando que os politicos ouvirão nossa voz por gritar pular ou baixar a cabeça, precisamos eleger pessoas dentre nos, capazes que experimentaram a discriminação na cara, mas compreendam que isso não causará a comoção da sociedade é preciso buscar direitos ,mas com garra, união e inteligência.
Wannes seu raciocínio é válido em sua essência, mas a questão é: como efetivar essas ações?
As cotas negam o mérito. Eu não sou branco nem negro, sou mestiço. Estudei com pessoas negras muito mais estudiosas e batalhadoras do que eu, reconheço que pelo mérito essas pessoas devem receber maior reconhecimento pelo seu esforço. Penso que não é uma lei que deve determinar quem merece determinada vantagem social. Mas é essa garra e essa inteligência que deve ser estimulada e reconhecida.
Faltam ações governamentais nesse sentido. O que custa para o governo manter crianças e jovens (sejam negras, brancas, mestiças, não importa a cor) na escola recebendo educação durante o dia inteiro em comparação à repressão que é feita pela polícia nesses mesmos bairros?
Essa briga pelas cotas mascara o descaso do governo e da sociedade justamente com a educação. Porque não pedimos mais universidades ao invés de pedirmos cotas?
Eu acredito no potencial das camadas populares, não há o que temer, podemos ter o mesmo desempenho que qualquer outra camada social sem a necessidade de nenhuma esmola eleitoreira. Basta que seja criado um ambiente para isso. E essa criação não passa pelas políticas afirmativas e sim pelas preventivas. Devemos prevenir a pobreza onde ela existe. O governo deve ir nos bairros, nas favelas e não fugir desses lugares com um discurso tão vazio como o de cotas.