Pois é gente, de onde vem esse movimento, ou para quem serve é difícil compreender. Mas em pleno final de semestre alguns estudantes da minha universidade ocuparam a reitoria. As propostas são evasivas, me parece que a principal é a Moradia Estudantil. Cá entre nós, eu mesmo sou uma pessoa que necessito muito desse tipo de apoio, mas existe tanta coisa errada dentro do próprio movimento de estudantes, que a metáfora de olhar a trave do próprio olho cai bem para os politizados universitários.
A favor da discriminalização da maconha
Quando vou em qualquer festa, ou mesmo no DCE, nos D’AS, o fedor de maconha é insuportável, não que eu seja contra a erva, para falar a verdade sou a favor da sua discriminalização, dela e de outras. Penso até que em o governo federal controlando sua distribuição e comercialização, a violência cairia muito. Além do mais os impostos seriam revertidos para o apoio a quem desejasse sair da dependência. E a construção de clínicas especializadas desafogaria o grande contingente que utiliza os pronto-socorros e impede o tratamento da população que mais sofre e sequer está envolvida nisso. Mas enfim, também reconheço que não há maturidade social da população em nenhum aspecto, pelo menos nos próximos anos, para que isso seja implantado; É um caso semelhante à maioridade penal, e a pena de morte.
A questão que me incomoda é que me imagino morando com esses caras, esse bando de vagabundo e desocupado que perambula pela Ufes o dia todo. Vá em frente ao RU, mesmo no meio dia, sente em um daqueles bancos e observe. Haverá sempre uma puta, um tranficante e uns 10 caras comprando e vendendo passes. Talvez seja por isso que tenho tanta dificuldade em convencer meus familiares que estudo de fato, quando passo o dia naquele lugar, porque para os que perambulam por alí, estudar é o que está mais distante de ocorrer.
Porque capixaba gosta de plagiar?
Mas não é só pela falta de senso ou organização política dessa garotada, que eu sou contra esse tipo de reivindicação. É que ela não passa de plágio do que ocorreu na USP, felizmente o burburinho não vai durar muito. São somente 70 – não sei como conseguiram esse número – pois a maioria dos estudantes que realmente precisam da moradia, como eu, estão longe do movimento. Não somos convidados, ou se aparecermos por lá não há espaço para discussão, somos logo rechaçados de qualquer lista de e-mail em que manifestamos nossa opinião, imagine se fizéssemos isso pessoalmente.
Apesar de tudo é positiva a iniciativa, e são bravos, pelo menos os garotos que colocaram a cara a tapa. Não me refiro aos líderes partidários, que se fingem de militantes estudantis, estou falando daqueles que tem esperança em um futuro melhor, e se arriscam, entram na frente de segunças e os enfrentam. Tenho uma sugestão para eles: Que tal fazer a revolução mais necessária? Que é retirar dos quadros de liderança estudantil, esse monte de babaca que está impondo decisões partidárias a vocês, e fazer um verdadeiro movimento por toda a universidade para alcançar muito mais do que uma moradia estudantil.
Além do mais pelo que li no Blog deles, esse ato não é tanto pela moradia estudantil, mas para apoiar a greve férias anual dos servidores públicos…
Acredito que ao invés de implorarmos pelo amor de Deus para o reitor nos ofereça um espaço para morar, podemos gerar iniciativas de extensão e pesquisa científica que ajudem as comunidades carentes, que ganhem o apoio do empresariado, e faça a cara do reitor cair de vergonha por não fazer nada por nós, e nos dê respeito e credibilidade perante toda a população capixaba…
Pô… é por isso que todos vivemos nessa merda… Em um país em que os estudantes universitários são massa de manobra o que se pode esperar do restante da população?



Enfim… um dia houve um sonho chamado «Brasil».
Cumprimentos.
enfim, é por conta desse tipo de gente ignorante que a gente faz essas mobilizacoes. pessoas melhores, com ideias melhores na universidade.
enfim, leia seu ignorante!
[...] já afirmei em outra postagem as reivindicações são mais do que urgentes. As elites de professores, funcionários e alunos da [...]
Bom dia,
Não conheço as pessoas e nem os motivos da ocupação da UFES, mas o que posso dizer é que os movimentos mais radicais as vezes são muito importantes e necessários, pois, alguns governos só são sensibilizados, infelizmente, quando as coisas chegam a esse ponto. Aqui em Manaus, já tivemos que ocupar a Câmara Municipal por 10 dias no primeiro semestre de 2002, e tivemos que esvaziar as salas de aula algumas vezes para protestar pelo abandono da instituição e fucionou. Hoje a unidade da UEA onde estudo é uma das mais modernas e bem estruturada da região e até do país. Mas cada caso é um caso, realmente fazer politicagem barata com coisa séria também acontece, eu mesmo já vi isso. Por isso não posso fazer juizo deste caso, mas deixo minha opinião de uma forma mais geral.
Giovanni
Luiz aquino, seu animal, vc so envia comentário inútil…
Cresce retardado!