Recebo em minha caixa de e-mail’s inúmeras mensagens de amigos, parceiros, empresas, clientes. No meu perfil do Orkut chovem aquelas mensagens brilhosas que causam pânico em qualquer profissional de web.
Tenho que ser honesto sobre isso. Ainda não falo sobre o natal, mas sobre manter um perfil no Orkut. Por esses dias busquei a resposta sobre o porquê de manter uma conta por lá. Ainda não achei e estou muito inclinado a deletar o perfil. Penso não somente na futilidade que esse serviço representa para minha carreira profissional, mas além disso, o risco que corro com tantas mensagens recheadas de golpes e scripts maliciosos.
Mas volto ao tema do post.
Qual é o significado do natal?
Pois bem, todos sabemos que é uma lembrança sobre o nascimento de Jesus Cristo, o deus dos cristãos.
Mas não me contento com essa resposta, que está mais para fruto de senso comum. Vamos ir um pouco além. Sem no entanto, ir além demais. Não, não vamos ir na história, nem na antropologia, muito menos na psicologia. Vamos usar algo que está um pouco além do senso comum e um pouco antes do exibicionismo científico.
Vamos usar a razão.
A primeira resolução que chego é que seríamos mais humanos se não houvessem dias específicos para lembrar do outro. Hoje fui muito cobrado sobre qual a razão de ser tão distante dos familiares. Veja bem. Não vejo meus familiares durante o percorrer de um ano. E quando vem o dia de encontrar familiares, e eu não ajo nesse sentido, então sou desumano. A distância no decorrer de um ano não conta o que é importante mesmo é que haja um dia para compensar esse “esquecimento” que todos nós chamamos de natal. E que por conveniência também simboliza o nascimento de um messias. Aí surge outra conveniência que é um lenda sobre um bom velhinho que presenteia as pessoas…
Como posso negar a clara contradição no conceito de humanidade, de solidariedade que permeia o natal.
Pensei muito nesses dias sobre o cristianismo, e sobre as religiões. Pensei como seria o mundo com a inexistência delas. Sem datas comemorativas, e sem dias de perdão, dias de agradecimento, dias de arrependimento, dias de tanta coisa…
Como seria nossa vida se todos os dias fossemos cordiais e honestos um com o outro. Mas aí caiu outra ficha: Só segui esse raciocínio graças ao dito cujo contraditório dia de natal.
Cristão ou não, o importante é que no final das nossas atitudes para com os outros, não permitir a fragmentação da nossa dignidade. O natal pode até ter seus múltiplos significados, mas eu trocaria todos os natais da minha vida por um momento de honestidade, das pessoas tratam algo comigo.É preciso ter muita coragem para rejeitar certas propostas. A falsidade natalina é a pior proposta que alguém faz consigo mesmo.