Um termo bem propagado pela internet é esse tal de User Experience.
E um site muito bacana sobre Arquitetura da Informação é o Contém Conteúdo. Acompanho Mauro Amaral a algum tempo e digo a você que vale a pena, o cara é bem ligado às novas tendências pela web.
A imagem abaixo foi retirada dessa postagem: Tá difícil ou quer que eu desenhe?
Essa ilustração seria óbvia não fosse pelo foco nada vanguardista, explico.
A palavra usuário é descabida para se referir a um ser humano. Ela traz uma idéia de uma relação fortuita entre uma pessoa e uma tecnologia. Quem vende uma tecnologia nunca deveria se referir dessa forma a alguém que utiliza seu produto.
A metáfora mais direta é comparar o emprego dessa palavra a alguém que usa drogas. Ele é um usuário pois usa o produto pela “obrigação” do vício. Uma pessoa que utiliza tecnologia não deveria estar no mesmo nível, pelo menos para quem deseja promover essa tecnologia.
Acredito em uma experiência mais duradoura. Acredito que devemos promover em nossos clientes uma sensação não de dependência, mas de libertação. A tecnologia deve ser um meio e não um fim.
Existe uma grande confusão quando alguém adquire um produto com viés tecnologico. A Microsoft dá o tom do que é fazer algo para um usuário. Seus sistemas tornam o cliente dependente, e o produto torna-se um pesadelo sem fim para quem usa.
Acredito que a proposta dos novos profissionais de tecnologia deve ser oposta a essa. Devemos vender um produto que vá além de um site, ou além de uma interface. A necessidade do cliente vai além da experiência. Se encontrarmos o fio da meada vamos obter uma experiência de fidelidade ao produto, partindo do princípio que a liberdade (e não a dependência) na utilização deste é o catalisador de todo o processo.
