A celebre poesia de Fernando Pessoa até que se aplica nesse contexto:
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Como já afirmei em outra postagem as reivindicações são mais do que urgentes. As elites de professores, funcionários e alunos da Ufes, massacram a massa que depende dela. Eu faço parte da massa. Por isso sinto-me assim: massacrado.
As pessoas que se posicionam à frente desses movimentos, serão fatalmente, os futuros ocupantes de cadeiras em parlamentos, ou quem sabe, até mesmo os ocupantes de cadeiras executivas. Isso me preocupa, porque se eles já usam seus próprios amigos de faculdade, o que não farão com o restante da população. Se eles tem capacidade de manipular pessoas que são consideradas intelectuais, o que não farão com os analfabetos?
A questão é que a Justiça Federal, já despachou a reintegração de posse da reitoria. E o movimento em todo Brasil perde força. Na USP os estudantes já solicitam perdão pelas eventuais punições. Lembro-me agora da minha passagem pelos correios. Os sindicalistas eram protegidos por lei. Nada ocorrerá também com os dirigentes políticos dentro da Ufes, porque seus tutores irão protgê-los; mas e o restante que deixou de estudar nesse fim de semestre e de fato precisa de vencer na vida. Precisa de possuir boas notas para enfrentar a concorrência do mercado? Vale a reflexão…
Minha professora de cursinho, dizia que nossa história é muito recente e que temos muito a aprender, não podemos cobrar de nossos dirigentes muita coisa. Com o passar dos anos vejo por um lado o país abraçar tantas tecnologias, mas nossa cabeça trabalha como se vivêssemos em uma oligarquia grega.
Torço para que surjam novas lideranças, e que novas vozes surjam, que surjam pessoas com capacidade de planejar, de dialogar, de compreender diferenças. Que não haja essa necessidade de ser homogêneo, de ser do mesmo partido, ou de ser pró ou contra questões macro, mas que os movimentos populares ganhem objetividade, serenidade e pragmatismo.
Enfim que eles atinjam suas verdadeiras finalidades, e não sejam (como foi esse) meros cavalhos de batalha, para atender a interesses de uma aristocracia política.
Eu que no próximo semestre estou querendo fazer uma monografia sobre o perfil dos alunos do meu curso, gostaria até de aprofundar o tema, mas será que vale a pena?




Cara L> Aquino,
Vc torce para que surjam novas liderancas? eu prefiro acabar com elas.
Lula era um lider, e agora? A maioria dos estudantes ke estoa na reitoria sao do PSOL, eles querem se aparecer. Se nao quizessem fariam como na ocuacao em 2006 contro o acordao com ARACRUZ.
Temos é que pensar como esses caras conseguiram isolar e roubar de um movimento que ja existia desde 2004 pela moradia para o PSOL(DCE), e eles nunca apoiram os moviemntos autonomos
Temos que ficar ligados neses lideres que roubam as lutas populares.
Abracos,